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Distribuições e sistemas operativos
Num fórum ou no IRC, a pergunta: "qual a melhor distribuição" geralmente inicia uma "guerra" em que cada um acredita que a que usa e a melhor, o que geralmente deixa um principiante sem entender nada. Este Site visa mostrar os pontos fortes e fracos de cada uma das distribuições e fazer com que o utilizador possa chegar à uma melhor conclusão do que vai usar e decidir qual a melhor para cada caso. Já que não existe uma distribuição perfeita e todas são variações do Debian, RedHat, Gentoo, Slackware e BSD.
O porquê de tantas distribuições?
Pelo mesmo motivo de que existem tantas religiões, equipas de futebol ou automóveis, depende do gosto de cada um. O que para um utilizador é importante, para outro não é. Para uns, a instalação de pacotes pode ser essencial, para outros não. Para alguns, compilar facilmente toda a distribuição pode ser muito interessante, para outros pode ser perda de tempo. E cada distribuição tem seu público-alvo. Por isso, quando ouço que a distribuição X tinha que ter XYZ como a distribuição W, eu digo que se fosse para ter XYZ eu usaria W. Se uso a X é porque gosto dela da maneira que é. Querer que todas sejam iguais limitaria muito as opções de cada uma. Uma distribuição Linux é um conjunto de várias aplicaçoes que funcionam em cima do kernel do Linux, que é a parte mais importante para o sistema operativo. A forma como essas distribuições organizam os softwares instalados, como são desenvolvidas, a filosofia na qual são baseadas é o que as torna diferentes umas das outras. O kernel, ou sistema operativo, é o software que controla o hardware. Ele lida com a memória, o Disco, as placas grafias e de rede na sua máquina. É ele quem permite que seu browser envie e receba dados através do modem ou que seu editor de texto grave dados em diferentes partições, que podem ter sistemas de ficheiros diversos. Nas pesquisas que fiz, algumas coisas me deixaram, digamos, contrariado. Algumas páginas insistem em conceitos distorcidos para ganhar notoriedade. Ao contrário do que dizem, o Linux é sim o sistema operacional, o coração do sistema. Se quiser instalar uma shell compilada para Linux, que não seja nenhum adoptado pelo projeto GNU, terá um sistema funcional. O sistema operacional em si não é nada amigável, mas pode escrever um qualquer programa para que ele interaja de forma mais simples com o usuário. Ver tudo, kernel, aplicações básicas e aplicações gerais como uma coisa só, como um grande sistema operacional, traz de volta a mentalidade do software proprietário. Um grande exemplo são os Windows®, que não conseguem separar a parte operacional da interface gráfica com o utilizador, considerando tudo um grande sistema operativo. O esforço que vi em algumas páginas para diminuir a importância do Linux, por ser “apenas o kernel”, me parece um desrespeito à comunidade. Desmerece o trabalho, inicialmente de Linus Torvalds, e em seguida de milhares de programadores a volta do mundo, que contribuem com código para que se possa usar o modem, a motherboard, o sistema de ficheiros, uma firewall. Essas pessoas também contribuem nas suas horas vagas, noites e fins de semana, em nome do Software Livre. Esta comunidade preza o facto de partilharr o conhecimento, porém tendo algo real para compartilhar. Se quisermos ser estritamente justos com todo esse conjunto, deveríamos chamar o Linux de Gnu/Apache/BSD/KDE/ Mozilla/Linux. Ficar a desprezar o trabalho de outros, dizendo que é “apenas uma pequena parte”, propaga a idéia de que basta ficar a falar sem ideias. Vejo muita conversa e pouca ação, seja ela uma tradução, documentação, uma partede código ou um relatório de bugs. A comunidade não se construiu apenas com discursos. Como diz o próprio Linus Torvalds, Talk is cheap, show me the code (Falar é fácil, mostre-me o código)
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